A batalha

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| quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Uma Armadura de fogo se sobrepôs a outra de aço
Sou um dos vários cavaleiros do apocalipse
Meus objetivos não serão destruídos inutilmente
Eu estava em puro ódio, rancor e destruição interior
Um anjo selvagem veio a luta para evitar a destruição
Asas longas, um brilho etéreo único dos seres angelicais
Veio salvar nem que fosse ilusoriamente a humanidade
Trazia consigo um baú misterioso que brilhava como ouro
Jogou-o no chão e começou a batalha celestial
O inicio do Armageddon acabara de começar
Fomos para as mais profundas águas do oceano
Causamos Tsunamis, ressacas marítimas e destruição
Era o início da minha suposta vitória e o fim da vida humana
Sofrimento era o que estava escrito nos meus olhos
Esperança estava visível no peito do ser angelical
Mas palavra nenhuma descreveria esta batalha
Trovões, relâmpagos, raios e temporais avisam da nossa chegada
Estávamos próximos da destruição humana
O desespero começou a tomar conta do selvagem anjo
Ele lutava com suas ultimas forças enquanto eu sorria
Chegando próximo ao litoral, olhamos e o que vimos foi destruição
Levantei os braços e gritei vitorioso com o estrago feito
Meu adversário olhou para mim, olhou para a terra e chorou
Cabisbaixo, simplesmente saiu do mar, pegou seu baú e foi embora
Perguntei se não iria ao menos tentar salvar os sobreviventes
Ele me respondeu que tudo o que estávamos fazendo era inútil
Pelo fato de que eles próprios estavam cometendo suicídio
Estavam destruindo seus lares com guerras, poluição e desgraças
Não adiantaria ficar lutando inutilmente se eles iriam morrer mesmo
Antes que fosse embora fiz a ultima pergunta para ironizar
Para que trouxe esse baú se não o utilizou em momento algum
Ele me respondeu que era uma coisa simples que não precisaria mostrar
Estava o tempo todo amostra e veio trazer para os humanos
Dentro do baú estava o pouco que restava da esperança
Brilhou, iluminou o mundo e sumiu para jamais voltar
O fim da espécie humana estava próxima, lutar contra era perdido
O homem é seu próprio assassino e nem percebe o suicídio

Daniel Lima
 

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