Aquilo que só nós sabemos

| terça-feira, 21 de abril de 2009

Bom, tô de volta, depois de um tempo sem ter tempo pra escrever e sem tempo pra pensar no que escrever rs. Mas nesse texto vou falar de uma coisa que muitos já sentiram, o chamado amor platônico. Espero que gostem.



Estava ele lá, apenas cuidando da vida como todos os dias, eis que apareceu alguem pra quebrar essa rotina. Nunca a tinha visto mas por ser muito bonita chamou sua atenção, ele reparou em cada detalhe, se perguntassem hoje como ela estava vestida naquele dia ele a descreveria com riqueza de detalhes, cada um, e reparou de mais, tanto que ela até achou estranho e o olhou meio desconfiada, o que o deixou sem jeito. Ele tentou se aproximar, consegui, mas conviveram por pouco tempo, é assim mesmo, e ficou ele todos os dias a lembra-la e deseja-la.

É assim que acontece, com quem ainda não aconteceu?Espera, sua hora chega e depois disso ficamos a desejar alguem que nem vai ser nosso, esse é o problema do amor platónico, sempre o sentimos por alguem que conquistar seria no mínimo complicado. Essas coisas do coração são complicadas mesmo.

Amor platônico sentimos, apenas sentimos, vem do nada e vai também sem deixar nada, nem lembrança já que era apenas um desejo, é mais complicado que o amor "normal", como se fosse possível explicar tal sentimento como tudo que é normal. Esse é o sentimento mais confuso que já vi, ouvi falar e senti, ele vem sem prévio aviso, sem bater a porta, é mal educado, engana e dá esperanças. Mas do jeito que falo até parece que não o deixamos tomar conta da situação, é bom, gostamos de sentir esperança, achar que vai dar certo, mesmo sabendo que é efêmero, falso. Ainda assim continuamos fingindo que gostamos de alguem, alimentando sonhos curto, apenas para ter o que desejar com o que sonhar. Ah essas coisas do coração, que vai entender? Renato Russo(salve, salve) tentou entender Eduardo e Mônica, não conseguiu, acho que nem Freud conseguiria, é inumano, por não ter lógica e ao mesmo tempo humano por nascer de nós e nos afetar parecendo as vezes ter lógica, nos faz sadomazorquistas por sofrer continuar a sofrer quase que opção como se estivessemos gostando, nos faz brigar com nós mesmos, o amor platônico é solitário, a pessoa com quem deveríamos compartilhar não contamos, é segredo. Ah essas coisas do coração, vai entender. Nem tento explicar, sou humano e como todos não faço ideia de onde isso vem e nem pra onde vai, vem rápido e vai sumindo aos poucos, sem dar explicação, apenas vai e vai...foi.
Rodrigo

2 comentários:

{ Márjory } at: 21 de abril de 2009 02:37 disse...

como sempre escrevendo textos lindos hein rô!!
nunk tinha parado p pensar e filosofar desse jeito sobre 'amor platonico'...mas kra...PERFEITO!!!!
infelizmente eh uma fase q td mundo akba passando!

continue postando piah
assim mato um pouco a saudade das suas filosofias...hauahua

bjãooooo
=***

{ Daniel Blankman } at: 21 de abril de 2009 15:19 disse...

Putz,eu conheço essa história de algum lugar!!!!
Acho q por acaso aconteceu com ... Deixa pra lá.
Esse texto tocou justamente no assunto que eu estava estudano na faculdade que é "amor platônico" e coisas do tipo.
Haaa bentido amor;nos enlouquece, deixa-nos atordoado e meio que sem rumo.
O amor é egoista,totalmente egoista e sempre quer algo em troca(Sexualmente, espiritualmente, sentimentalmente e dependendo da pessoa vai querer luxo e dinheiro)para satisfazer a carne e deixar o espirito relaxado.
A pessoa deita na cama e quem vem na cabeça?Ela,a musa dos pensamentos e sonhos pervertidos.
Toquei nesse tema no texto anterior mas numa forma diferente.Mas a procura pela outra metade faz parte do ser humano e quando encontramos alguém,depositamos nela toda as esperanças possívei,mas, ela vem e acaba com nossos sonhos.
Desculpa apalavra mas esse texto tá do "CARALHO" e parabéns pela felicidade de escrito uma coisa tão bomita quanto essa.
Abrass Digão.

 

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